Things come apart / Tudo se desmantela

Things come apart but normally we have no idea of the pieces and bits behind our stuff. I came across the work of Todd McLellan in an article where he says: “Gee, it might be cool if you take things apart and lay them out. I just found out recently that these are called assembly diagrams. Say you’re ordering a part, the diagram shows you what each part is. I wanted to shoot like that. I ended up laying the parts on a glass plate. After I took the picture, I realized that it just required too much follow-up work in Photoshop. I wanted something a little more natural. In commercial work, like in advertising, you have to do a lot of manipulation. I wanted to show a product as is, in the best way possible” (in https://www.outsideonline.com/1918011/things-come-apart-photography-todd-mclellan). And he gives a pretty picture of the pieces and bits of a simple old coffee grinder (https://www.outsideonline.com/1858001/things-come-apart). He collected most everything on street corners or in second-hand shops, he looked for products people thought they didn’t need anymore.

We throw many things into the trash, even when they could be repaired or reused. And also the majority of people no longer know how to repair their everyday objects, and have forgotten that you can repair stuff. The problem is that knowing how to repair is, nowadays, an obsolete skill and society does not value these practical skills. But there have also been an increase on citizens looking for product repair solutions challenging the perception of a waste society. The repair cafés aim at the owners of the products to gain a greater understanding of how their objects work and that repair is a better solution than to recycle or bin it. The Repair Café Porto (https://www. facebook.com/repaircafeporto/) is one more catalyser of a more efficient and robust repair-upcycle- ecosystem in the city of Porto, providing a useful intervention in a waste flow that almost no longer exists – repair. Focusing on reuse or repair rather than replace or dispose is trying to apply a restorative and regenerative system that circular economy is.

As coisas partem-se mas normalmente não fazemos ideia das partes por detrás das nossas coisas. Deparei-me com o trabalho de Todd McLellan num artigo onde ele diz: “Gee, que poderia ser cool desmontar as coisas e dispô-las. Eu só descobri recentemente que estes são chamados diagramas de montagem. Digamos que pede uma parte, o diagrama mostra o que cada parte é. Eu queria fotografar assim. Acabei por colocar as peças numa placa de vidro. Depois que tirei a fotografia e percebi que exigia muito trabalho de Photoshop. Eu queria algo um pouco mais natural. No trabalho comercial, como na publicidade, tem que se fazer muita manipulação. Eu queria mostrar um produto como é, da melhor maneira possível” (in https://www.outsideonline.com/1918011/Things-come-Apart-Photography-Todd-McLellan). E dá um retrato bonito das partes e dos bocados de um moedor de café velho simples (https://www.outsideonline.com/1858001/Things-come-Apart). McLellan vai buscar quase tudo nas esquinas ou em lojas de segunda mão, e procura produtos que as pessoas acham que não precisavam mais.

Deitamos muitas coisas para o lixo, mesmo quando ainda podiam ser arranjadas ou reutilizadas. E também a grande maioria das pessoas deixou de saber como reparar os seus objetos do dia-a-dia, e esqueceram que podem reparar as coisas. O problema é que saber como fazer reparações é, hoje em dia, uma aptidão cada vez mais obsoleta. E a própria sociedade não valoriza estas competências práticas. Mas tem havido aumento de cidadãos a procurar soluções de reparação de produtos desafiando a perceção de uma sociedade de desperdício. Os Repair Cafés (Cafés Conserto) têm como objetivo que os donos dos produtos adquiram uma maior compreensão de como os seus objetos funcionam e que reparar é uma solução melhor do que reciclar ou deitar fora. O Repair Café Porto (https://www.facebook.com/repaircafeporto/) é mais um catalisador para um ecossistema de reparações mais eficiente e robusto na cidade invicta, fornecendo uma intervenção útil no fluxo de resíduos que quase já não existe. Focar na reutilização ou reparação, em vez de substituir ou descartar está a procurar aplicar um sistema restaurativo e regenerativo que a economia circular é.

Image credits: Todd McLellan

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FAIR TRADE DAY (2nd Saturday of month of May)

Uma “parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito que contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condições de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, e através de campanhas de sensibilização e consciencialização” com os seguintes princípios orientadores:
Respeito e preocupação pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
Melhoria das condições de vida e de trabalho dos produtores, incluindo o pagamento de um preço justo (preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações;
Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
Protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas;
Promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
Educação e participação em campanhas de sensibilização;
Produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

Isto é COMÉRCIO JUSTO!

Com enorme e rápido crescimento nas vendas de produtos certificados de Comércio Justo desde a sua introdução nos Países Baixos em 1988 que se deve ao crescente envolvimento das empresas. No entanto, esta participação das empresas pode ser vista como ameaça aos aspectos chave da visão original do Comércio Justo, como a preocupação primária com a condição de pobreza dos pequenos produtores e o objectivo de desenvolver uma abordagem alternativa de comércio e desenvolvimento, e poderá mesmo vir a por em causa a sua sobrevivência a longo prazo. Uma análise da cadeia de valor ajuda a clarificar a natureza destes riscos e dá uma melhor base para avaliar os potenciais trade-offs.

Todos a bordo do COMÉRCIO JUSTO!

A trading partnership, based on dialogue, transparency and respect, contributes to sustainable development by offering better trading conditions to, and securing the rights of, marginalized producers and workers and by awareness raising and by campaigning, with the following guiding principles:
Respect and concern for the people and the environment, placing people above profit
Improvement of the livelihoods and well-being of producers by improving living and working conditions including paying a fair price (a price that covers the costs of acceptable earnings, sound environmental protection and economic security)
Being an example of partnership in trade through dialogue and transparency of organizations.
Involvement of producers, volunteers and employees in the decision-making
Protection of the human rights, especially women and indigenous people, and children from exploitation in the production process
Promotion of sound environmental practices and sustainability providing continuity in the trading relationships
Education and Participation on awareness campaigns
Production process as complete as possible in the country of origin of the products.

This is FAIR TRADE!

A tremendous and rapid growth in the sales of certified fair trade products since the introduction of the first of these goods in the Netherlands in 1988 is due to the increasing involvement of corporations. Nevertheless while corporate participation has the potential to rapidly extend the market for Fair Trade goods, it is seen as a threat to key aspects of what many see as the original vision of Fair Trade such as the primary concern for the plight of small producers and the goal of developing an alternative approach to trade and development, and may even be undermining its long-term survival. An analysis of the value chain helps to clarify the nature of these risks and gives a better basis for evaluating potential trade-offs.

All aboard FAIR TRADE!

Cafés Conserto (aka = Repair Cafés) e Economia Circular. O que os liga?

Reparar é um aspeto-chave do modelo de economia circular, crucial para devolver e prolongar a vida de produtos e equipamentos. Mas reparar deixou de ser uma prática frequente para a maioria de nós, e quem procura ou tenta fazê-lo enfrenta vários obstáculos. Não é fácil encontrar instruções, há aparelhos que não são pensados para ser desmontados, e descobrir peças para substituição pode ser um verdadeiro bico de obra. Assim, regra geral, perante avarias ou mau funcionamento de equipamentos elétricos e eletrónicos que temos por casa, o primeiro pensamento é “sai mais barato comprar novo do que mandar arranjar”. Mais muitas vezes as garantias duram apenas dois anos após a compra. Mais ainda onde encontrar um serviço de reparação nem sempre é fácil. E até pode haver reparação, mas não existirem à venda as peças para substituição como já me aconteceu. Mas voltando ao o que afinal são os Repair Cafés e a sua ligação com a Economia Circular. Os Repair Cafés surgiram em 2009 como um local onde um consumidor/utilizador com aparelhos avariados se pode dirigir e é convidado a aprender a reparar com a ajuda de voluntários capazes, habilidosos e mesmo conhecedores da matéria. É realmente um verdadeiro entusiasmo ver uma torradeira ou uma batedeira por dentro como já foi e é quase sempre o caso nos Repair Cafés. O objetivo principal destes é a redução de novos materiais e de energia para os produzir. Mas espera-se assim também incentivar um setor económico –o da reparação –que estava a cair no esquecimento e estimular a criação de emprego técnico especializado.

A melhor forma de apoiar tanto a economia como o ambiente é através de uma economia circular em que os recursos são desenhados para serem reutilizados. Na economia circular reparar é inerente porque é a forma mais rápida e eficaz de obter mais valor a partir dos nossos recursos. Reparar é sempre uma melhor escolha do que reciclar.

Repair Cafés and Circular Economy. What binds them?

Repair is a key aspect of the circular economy model, crucial to returning and extending the life of products and equipment. But repairing is no longer a common practice for most of us, and those who seek or try to do so face many obstacles. It is not easy to find instructions, there are appliances that aren’t to be disassembled, and finding replacement parts can be a real hassle. So, usually, when there are damages or malfunctions of electrical and electronic equipment we have at home, the first thought is “it is cheaper to buy new than to repair.” Most often the warranties last only two years after purchase. Even more finding a repair service is not always easy. And there may even repairable, but there are no spare parts for sale like already happened to me. But back to what the Repair Cafés are and in what they are connected with the Circular Economy. The Repair Cafés emerged in 2009 as a place where a consumer/user with broken appliances can go and is invited to learn to repair with the help of able, skilled and even full of knowledge volunteers. It really is a pleasure to see a toaster or an electric mixer inside as it once happened and it is almost always this the case in a Repair Café. The main objective of Repair Cafés is the reduction of new materials and energy to produce them. But it is also expected to encourage an economic sector – that of repair – which was declining and to stimulate the creation of specialized technical jobs.

The best way to support both the economy and the environment is through a circular economy where resources are designed to be reused. In circular economy repairing is inherent because it is the quickest and most effective way to get more value from our resources. Repair is always a better choice than recycling.

How will circular cities be in 2030?

Ever wondered where you might be living in 2030?

Nobody fully knows what the future holds, but the reality is already that urban areas are overcrowded and polluted.

Experts predict that most of the world’s population will live in cities. Almost half of the population is already living in cities, and the prospect is that it will increase, but in what kind of city can one live?

Now is still the right time to rethink new or historic urban environments.

With the focus of sustainability circulating as circular economy we can, based on several experts, imagine what urban life will be like in the circular cities within ten years’ time.

Life in a circular city

The Circular Economy is a systemic model of “closed loops”, but in reality what does that mean? There are already many circular initiatives starting to showcase circular economy. To realize how it gains effective scale we will make a trip to the future.

What will be the circular city of 2030, when the “circularity” is already part of the city as a whole?

By 2030, people live in new homes built from recycled and remanufactured products for less loss of minerals and materials. Energy comes from solar panels and there is reuse of water. Many buildings have a shared laundry room where you pay for washing and not the machine. Houses and offices are modular and selfsustaining.

Car-sharing is our daily bread, since this alone guarantees space and availability of streets and avenues, and it also means an increase in quality of life. Citizens of 2030 no longer want to have cars just want to use and share them which means daily savings and less CO2 emissions. These vehicles are always available and parked near public transport interface locations. Public transportation is more environmental-friendly and very functional. Thanks to the integrated transport infrastructure, it is easy to combine different means of transport, and there is always an alternative to fossil fuels. The city is almost zero pollution and friendly to people with reduced mobility.

There’s no food waste: citizens even with fruit and vegetable peels do delicacies! Almost nothing is discarded and everything that is discarded is reused or refurbished. Urban agriculture has become a commonplace, with widespread access to locally produced fruits and vegetables and many as organic farming.

The nutrients from food waste remain in the region taking the form of proteins, fats, fertilizers and inputs for the chemical industry. There is collection of household organic waste for composting. Nothing is lost, everything is transformed.

Families and small businesses or family businesses separate the little plastic that still exists with very advanced techniques, as they use them in 3D printing to make small repairs or small utensils, which reduces family taxes. Plus, home appliances are thought to last longer and, in case of breakdown are easy to repair. When there’s a breakdown, we will go to one of the several repair cafés: privileged spaces to experience intense synergies of knowledge and information. There are also fab labs scattered around several points, where you can create and make objects from reusing materials.

Life became dematerialized: services instead of objects, consumers become much more users, saving household spendings.

Circular cities are inviting!

Image credits: http://www.arcadis.com/en/global/arcadis-blog/

Como serão as cidades circulares em 2030?

Já imaginou onde poderá estar a viver em 2030?

Ninguém sabe totalmente o que o futuro nos reserva, mas a realidade é já o facto de as zonas urbanas estarem sobrelotadas e poluídas.

Especialistas preveem que a maior parte da população mundial viverá em cidades. Quase metade da população já vive efetivamente em cidades e a perspetiva é mesmo que aumente, mas em que tipo de cidade é que se poderá viver?

E agora ainda é a altura certa para se repensar os ambientes urbanos novos ou históricos.

Com o foco da sustentabilidade a circular como economia circular podemos, com base em diversos especialistas, imaginar como será a vida urbana nas cidades circulares daqui a uma dezena de anos, e poderá ser este cenário.

A vida numa cidade circular

A Economia Circular é um modelo sistémico em que se procura “fechar os ciclos”, mas na realidade o que é que isso quer dizer? Já existem muitas iniciativas circulares, provando que a economia circular está a começar a acontecer. Para perceber de que forma é que ganha efetiva escala faremos uma viagem ao futuro de seguida.

Como será a cidade circular de 2030, quando a “circularidade” já fizer parte integrante da cidade no seu pleno?

Em 2030, as pessoas vivem em habitações novas construídas a partir de produtos reciclados e remanufaturados para menor perda de minerais e materiais. Temos energia proveniente de painéis solares e há reaproveitamento das águas. Muitos edifícios terão uma lavandaria comum em que o que se paga são as lavagens e não a máquina numa lógica de partilha. As casas e os escritórios são modulares e auto-suficientes.

Partilha de veículos será o pão nosso de cada dia, já que só assim se garante espaço e disponibilidade de ruas e avenidas, e significa também aumento de qualidade de vida. Os citadinos de 2030 já não querem ter carros apenas os querem usar e partilhar o que significa uma poupança diária e menos emissões de CO2. Estes veículos são devolvidos nos locais de interface com transportes públicos. Os transportes públicos são mais amigos do ambiente e muito funcionais. Graças à infraestrutura integrada de transportes, é fácil combinar diferentes meios de transporte, e há sempre alternativa aos combustíveis fósseis. A cidade está menos poluída e mais amiga das pessoas com mobilidade reduzida.

Já não se desperdiçam alimentos: os citadinos até das cascas de frutas e legumes fazem iguarias! Nada se descarta ou deita fora tudo se aproveita ou reutiliza. A agricultura urbana tornou-se um lugar-comum, havendo acesso generalizado a frutas e legumes produzidos localmente e muitos em modo biológico.

Os nutrientes provenientes dos resíduos alimentares mantêm-se na região quer sob a forma de proteínas, gorduras, fertilizantes quer como inputs para o setor químico por exemplo. Há recolha de resíduos orgânicos domésticos para compostagem. Nada se perde tudo se transforma.

As famílias e os pequenos negócios ou negócios familiares separam o pouco plástico que ainda existe com técnicas muito avançadas, pois usam-nos em impressão 3D para realizar quer pequenas reparações, quer pequenos utensílios, o que reduz os impostos das famílias. Mais, os eletrodomésticos e utensílios domésticos são pensados para durar mais e, em caso de avaria, é fácil repará-los. Quando há avaria, vamos a um dos diversos cafés conserto, espaços privilegiados a vivência de intensas sinergias de conhecimento e informação. Há ainda os laboratórios de criação espalhados por diversos pontos, onde se pode inventar e fazer objetos a partir de reutilização de materiais.

A vida desmaterializou-se: objetos passam a serviços, de consumidores passamos a muito mais utilizadores, poupamos assim bastantes euros ao ano.

Cidades circulares convidam!

Image credits: http://www.arcadis.com/en/global/arcadis-blog/

Economia Circular?

Se a Economia Circular é um novo conceito para si, não deve ser o único de certeza.
A investigação e o aumento do conhecimento sobre desenvolvimento sustentável conduziram a maior interesse nesta terminologia. Por isso, tais termos são de uso comum em artigos, livros, relatórios, políticas, e mesmo nos “media”. A existência de várias fontes de informação aumenta a sua propagação e por diferentes atores. Consequentemente, inúmeros termos emergem ou termos existentes expandem-se, mas, normalmente, não é dada atenção suficiente às suas definições, e grande variedade de definições gera confusão quanto ao seu uso.
Ao crescerem em impacto e escala, os conceitos podem tornar-se de difícil definição. E pode mesmo ser difícil encontrar a definição certa porque naturalmente se usa focos e linguagens diferentes quando se está a pensar em exemplos e ideias semelhantes. Alcançar a definição terminológica precisa é difícil, e não será mais relevante compreender os mecanismos e princípios por detrás dos conceitos?
Embora conceitos existentes de Economia Circular (EC) sejam divergentes, trata-se de um modelo complexo e de vários níveis subentendendo fluxos económicos e físicos. A operação destes fluxos pode ser guiada por princípios como repensar, reduzir, reutilizar e reciclar e impulsionadores-chave para fechar os ciclos.
EC está a tornar-se um conceito conhecido mundialmente, no entanto, a sua propagação não é um processo simples, e a complexidade e incerteza de novos conceitos pode dar lugar a uma perceção errada, embora a integração das dimensões económica, ambiental e social nas atividades seja cada vez mais entendida como uma condição necessária para uma sociedade sustentável.
Com a implementação de EC consegue ligar-se o sistema económico aos desafios ambientais e às expectativas da sociedade, um motivo importante já que significa desenvolvimento sustentável numa terminologia aplicável a problemas do mundo real.
De forma simples, significa mudar de uma forma linear de fazer as coisas -, ou seja, em que se extrai a matéria-prima, se fabrica e usam os produtos e, por fim, se eliminam ou descartam os resíduos – para um sistema que é desenhado para ser restaurador e regenerador. ´
Apesar deste conceito já ter algum tempo é ainda desconhecido para muitos. E em que se configura afinal a Economia Circular foi o que tive o prazer de apresentar no III CONGRESSO INTERNACIONAL CIVE MORUM – Núcleo de Estudos e Intervenção Cívica, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, 10 e 11 de Abril de 2017, Faculdade de Letras da Universidade do Porto

If Circular Economy is a new concept to you, certainly you’re not the only one.
Research and growth of knowledge about sustainable development have increase interest in this terminology. Such terms are in common use in papers, textbooks, reports, policies, and the media. Various information sources increase the spread of such terms and by different actors. As a consequence, numerous terms emerge or the existing ones are extended, but usually not enough attention is given to the definitions, and the multitude of definitions causes much confusion about their usage.
While growing in impact and scale, concepts can become difficult to define. And it’s even tricky to find the right definitions because naturally different focuses and language are used when thinking about similar ideas and examples. Achieving precise terminological definition is difficult, and will it not be more relevant to understand the mechanisms and principles behind the concepts?
Although existing concepts of CE diverge, it is a complex and multilevel model which implies economic and physical flows. The operation of these flows can be guided by principles such as rethink, reduce, reuse and recycle and key drivers in order to close the loops.
CE is becoming a known concept worldwide, however, its dissemination is not an easy process, since the complexity and uncertainty of new concepts can lead to misperception, although the integration of economic, environmental and social dimension in activities is increasingly perceived as a necessary condition for a sustainable society.
Implementing CE can really link economic system and environmental challenges and society expectations, an important reason since it means sustainable development in a terminology applicable to real-world problems.
In a simple way, it means changing from a linear way of doing things – that is, in which the raw materials are extracted, the products are manufactured and used and, finally, the waste is disposed of – to a system that is designed to be restorative and regenerative.
Although this concept has already some time, it is still unknown to many. And what is ultimately the Circular Economy was what I had the pleasure of presenting at the III CONGRESSO INTERNACIONAL CIVE MORUM – Núcleo de Estudos e Intervenção Cívica, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, 10 e 11 de Abril de 2017, Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Takao Furuno: Marriage of duck and rice / Casamento Pato com Arroz

Um sistema agrícola de pequena escala no Japão está atualmente a fornecer uma produção de arroz que ultrapassa as colheitas de sistemas industriais de arroz entre 20 a 50%. Uma maior produção de arroz cresce em sinergia com uma variedade de outros alimentos: apenas seis hectares do agricultor japonês Takao Furuno por vezes obscuram a receita bruta de uma quinta de arroz de 600 hectares no Texas.

Sem usar pesticidas e fertilizantes provenientes de combustíveis fósseis que tradicionalmente são necessários para produzir elevada receita de monoculturas, Furuno pode colocar no mercado o seu arroz a preço premium de 20-30% mais do que o arroz convencional no Japão. A sua quinta, baseia-se em modelos de sistemas vivos complexos, e também produz uma variedade impressionante de outros alimentos, incluindo ovos de pata, peixe, carne de pato, vegetais, trigo e figos. Esta sinergia biológica de sucesso garante a Furuno um rendimento annual de 160 mil dólares, e os seus métodos têm sido partilhados e empregues por 75 mil agricultores de pequena escala no Japão, Coreia do Sul, Vietname, Filipinas, Laos, Cambodja, Malásia, China, Taiwan, Índia, Cuba e Bangladesh.

Este sistema complexo de multi-espécies, que é completamente independente de quaisquer inputs externos de outras quintas, primeiro faz-se a sementeira de arroz colocada em blocos inundados, antes de serem introduzidos patos. Os insetos que normalmente se alimentos das jovens plantas de arroz, são alimento para os patos. Furuno depois introduz botias, que é uma variedade de peixe de cultivo fácil (que posteriormente são vendidos) e azolas, um jacinto aquático que fixa o nitrogénio do ar, que é importante para o crescimento saudável do arroz, sendo assim um substituto natural de fertilizantes artificiais. O crescimento do arroz é assim controlado pelos patos e peixes. Os dejetos deste animais são nutrientes adicionais para o arroz florescer. Os patos são verdadeiros ‘sachadores’, eliminando a necessidade de 240 pessoas/hora por hectare todos os anos. Além de controlarem as ervas e os insetos, ao nadar oxigenam a água, o que encoraja as raízes do arroz a crescer. Assim que se formam os grãos de arroz, os patos são retirados dos campos, e são mantidos noutra parte da quinta onde são alimentados com o excedente de arroz. Na quinta também se cultivam figos nas margens do campos de arroz e faz-se rotação de culturas com vegetais e trigo para evitar as pragas no solos.

Sendo altamente produtiva a quinta de Furuno tem servido de modelo para Sistemas de agricultura biológica de pequena escala, e este agricultor japonês partilha o seu conhecimento e processos de trabalho com governo e organizações agrícolas. E apesar do seu sucesso este modelo ainda se mantém como uma atividade de nicho’. Este modelo imita ecossistemas vivos dinâmicos e complexos. E o resultado é um benéfico casamento pato com arroz que elimina custos e aumenta a produção.

A small-scale, organic farming system in Japan is currently providing a rice yield that exceeds industrial rice systems’ harvests by 20-50%. A higher yield of rice grows synergistically with a variety of other food stuffs: just six acres of the Japanese farmer Takao Furuno sometimes eclipses the gross income of a typical 600 acre rice farm in Texas.

Using none of the fossil fuel fertilisers and pesticides traditionally required to grow high-yield monoculture crops, Furuno can market his rice at a 20-30% premium over conventionally grown rice in Japan. His farm, which has been modelled on complex dynamic living systems, also produces an impressive range of additional food products, including duck eggs, fish, duck meat, vegetables, wheat and figs. This very successful, organic synergy now sees Furuno enjoy an annual income of USD 160,000, while his methods have been shared and employed by 75,000 small-scale farmers in Japan, as well as South Korea, Vietnam, the Philippines, Laos, Cambodia, Malaysia, China, Taiwan, India, Cuba and Bangladesh.

The complex multi-species system, which is completely independent of any outside farm inputs, first requires rice seedlings to be set into flooded rice paddies, before introducing a raft of ducklings. Insects that normally feed on the young rice plants, provide food for the ducklings. Mr Furuno then introduces loaches, which are a variety of easily cultivated fish (later sold to eat) and Azolla, a water fern that fixes nitrogen from the air, which is important for the healthy growth of the rice, therefore providing a natural substitute for artificial fertilisers. Its growth is kept under control by the grazing ducks and fish. The fish and duck droppings provide additional nutrients that the rice needs to flourish. The ducks are true ‘weeders’ that avoid an estimated 240 person hours per hectare in manual weeding every year. As well as controlling the insects and weeds, the ducks’ paddling feet oxygenate the water, encouraging the roots of the rice plants to grow. The ducks remain in the paddy field until the rice plants form ears of grain and then they are removed from the field and kept in another part of the farm and fed on surplus rice grain. At the farm, there are also figs on the edges of the paddy fields and crops rotation vegetable crops and wheat, preventing the buildup of pests in the farm soil.

Being highly productive Furuno’s farm has been a model for small-scale organic farming systems, and this Japanese farmer shares his knowledge and working processes with governments and agricultural organisations. And despite its success, Furuno’s model still remains what some would describe as a ‘niche activity’. This model mimics complex dynamic living ecosystems. And the result of this beneficial marriage of duck and rice is that costs are eliminated and more rice is obtained.

Image By bertconcepts さん http://www.flickr.com/photos/bertconcepts/ – http://www.flickr.com/photos/bertconcepts/4508186499/in/photostream, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26167519

Calhaus

Diogo Amaral deparou-se, tal como eu, com um cenário que, no mínimo desperta, opiniões diversas, e disse: “o efeito é realmente bonito e dá umas fotografias fenomenais… Por outro lado, tudo isto só aconteceu porque houve um monte de gente porca e irresponsável que passou anos a despejar garrafas de vidro e porcelana no mar”.

Só a mãe natureza para transformar o que os seres humanos fazem de muito errado com o planeta em algo bonito! Na Baía de Ussuri na Rússia antes um lugar de despejo e descarte de garrafas de vidro e porcelanas que o poder da natureza transformou numa bonita praia. Ao longo de muitos anos as ondas do Pacífico Norte erodiram garrafas de cerveja, vino e vodka em pequenos “calhaus” coloridos. Mas isto não deve servir de exemplo! Devemo-nos lembrar que nós, seres humanos, surgimos num planeta que já existia antes da nossa existência e que vai continuar a existir mesmo que este se torne inabitável para os seres humanos!

Diogo Amaral came across, as I did, with a scenario that at least arouses different opinions, and said: “the effect is really beautiful and gives some phenomenal photographs … On the other hand, all this only happened because there were a lot of irresponsible filthy people who spent years dumping glass and porcelain bottles into the sea.”

Only Mother Nature to transform what humans do very wrong with the planet into something beautiful! In Ussuri Bay in Russia was once a dumping ground for glass bottles and porcelain that the power of nature has turned into a beautiful beach. For many years the waves of the North Pacific washed broken bottles of beer, wine and vodka into small colorful “pebbles”. But this should not serve as an example! We must remember that we as human beings arise on a planet that already existed before our existence and that this planet will continue to exist even if it becomes uninhabitable for humans!

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